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29 abril 2011

Todo mundo quer ser Kate ...



E finalmente o casamento do príncipe William e de Kate Middleton aconteceu. Não vou aqui tecer comentários sobre o vestido da noiva, a cerimônia, as festas ou os convidados, embora tenha ficado encantado com a elegância da moça, pois o que não faltam são blogs, programas ou revistas especializados, esmiuçando todos os detalhes da cerimônia.

O que eu fiquei pensando, na verdade, foi na responsabilidade que Kate carregava nas suas costas, tendo somente 2 bilhões de pessoas no mundo todo assistindo ao seu casamento, e comentando cada passo que ela dava. Por outro lado, toda mulher (ou pelo menos a maioria delas) queria ter o poder da nova “Duquesa de Cambridge” hoje, estar no lugar dela, vestir aquela bela roupa e ter o planeta aos seus pés.

E diante desse clima casamentício, resolvi compartilhar com vocês mais um texto da coluna “O Papo é Pop”, de Miguel Rios, publicada no JC On Line, onde ele defende que lá no fundo todo mundo quer ser Kate ...

Segue:

papo é pop

Congratulações, Kate!

Publicado em 28.04.2011, às 15h51

Por Miguel Rios



Kate, o mundo acima dos tronos é ambição humana desde que se aprende a ouvir, ler, perceber.

Adeus, Kate Middleton. Você se despede, a gente sabe. Você não será mais a mesma. Ainda que queira, se esforce, não tem como. Você, ao menos uma boa parte, vai para algum local, uma gaveta, um banco de reservas, um arquivo em uma pasta, para ser resgatada e acionada em momentos mais íntimos, mais relaxados, menos protocolares.

Não vai por completo, Kate. Nem poderia ir. Ninguém se despe de si por inteiro e pendura no guarda-roupa. Mas, Kate, você será outra, você e o planeta sabem. Coroada, perseguida, clicada, vigiada, adestrada. Alvo dos olhares, desejos, invejas, críticas e desprezos. O alto preço da realeza de hoje e de sempre. Mas, sobretudo, ser o que todos, lá no fundo, mesmo os que escondem e negam, tanto querem ser.

Kate, o mundo acima dos tronos é ambição humana desde que se aprende a ouvir, ler, perceber. E você sabe bem, garota.

Desde que a primeira história nos é contada, desde que as letras começam a se agrupar e formar palavras, palavras formam frases, e tudo junto ganha sentido, o tal fascínio se faz presente.



Desde que Cinderela, Ariel, He-Man, Nárnia, Senhor dos Anéis, Conan, Guerra nas Estrelas, Pelé, Michael Jackson, Roberto Carlos, Luiz Gonzaga, Elvis, Grace Kelly, Madonna, Diana, Cleópatra, Elizabeth a I e a II,  D. Pedro o I e o II, se apresentam, um a um, eles reforçam  a nossa cobiça de estar aí onde você está.

De estar aí, no cume. De não querer ser só mais um, mas ser aquele. O máximo, o rei. O que vai ser reconhecido, parabenizado, copiado. O cara. O que gosta do que conquistou, o que se mostra modesto, mas se rasga de ansiedade pelo próximo elogio, pelo próximo prêmio, para dizer, mesmo calado, a si e aos outros: “Sou o melhor. O rei daqui sou eu”.

É, Kate, é o que se chama vaidade, com toques, mínimos ou excessivos, de soberba. Não há quem não conheça, não tenha praticado vez ou outra, basta olhar para trás. É o nosso eu feroz escalando, pisando e deixando para baixo o eles, o nós.

Você lutou, garota. Pôs na cabeça logo cedo que seria rainha, articulou, mediu, foi lá, passo a passo, tocaiou e laçou. Criou a meta, traçou os planos, se dedicou a eles.

Fútil? Sim e não. Força de vontade? Com certeza. Era o você que queria, o que assumiu que queria, danem-se os outros, as outras,  que agora torcem seus narizes, mas que sentem e sentirão aquele comichão familiar, inegável,  que se coça escondido, o da inveja abafada. E que terão de lidar com a pergunta: toda mulher não tem direito a ser o que ela quiser ser, até princesa?

Você é uma bocado de desejos que sufocamos, disfarçamos, tentamos nos livrar, para não parecermos mais esnobes do que somos. É nossa vontade de Veuve Clicquot amenizada com Miolo, de Johnnie Walker Blue 21 anos que tem de morrer no Red, de Ferrari suprida por um Palio, de lagosta e não de camarão congelado, de férias em resort resignadas em pousada.



Você é  nossa avidez por luxo e riqueza que mostrou a cara sem acanhamento do rótulo de frívola, que já  colam junto. Você reconhece querer ascensão. Dispensou a nossa humildade duvidosa de menosprezar  todo o prêmio da mega-sena, dizendo que só um quinto do dinheiro nos bastaria. Sua aposta foi na acumulada e sem subterfúgios: “Eu quero tudo!”

Garota, você representa nossas ambições e arrogâncias. Nosso inconfessável. Nossa alma teimando em não ser consumista, repetindo “eu não preciso disto, eu não preciso disto”, mas salivando de apetite. Nossa certeza de que ser desprovido de riquezas, com dinheiro contado a cada fim de mês, dívidas negociadas, pode não ser vergonhoso, mas é terrivelmente incômodo. De que fortuna pode não traz felicidade, mas é bem melhor ser infeliz em um cruzeiro pelas ilhas gregas.

Temos o teu sonho. Não o de reinar na Grã-Bretanha. Talvez nem em outra terra. Mas de se destacar em algo, ser ícone,  levantar olhares. Ser parecido, chegar perto, a um daqueles que elegemos como rei do futebol, da música popular, do rock, do pop, do baião, de Pernambuco, da coxinha.

Ser rei e rainha é  popular. Está no imaginário coletivo. Você, Kate, é mais uma. Nem a maior, nem a menor. Mas uma que, de fato, deslumbra. É nossa necessidade de ofuscação. De embriaguez. De, por alguns momentos, nos transportar até aí, neste teu mundo, e pensar como seria, o que eu faria, se me daria bem, que de tal obrigação eu não gostaria, daquela outra Deus me livre!, mas aquilo e aquilo, ah!, seria bom demais.

Você é o que rejeitamos em ataques de rebeldia contra as elites,  de preocupação com o todo, de repartir riquezas. Aqueles ataques em defesa dos desvalidos. Quando os afagamos, nos solidarizamos, mas ficamos nos discursos sociais, debatendo através de iPods, Blackberrys, conversas de bar, e depois, enfadados, voltamos para os lençóis com amaciante Fofo, para o suco de laranja com pão quente e Danone toda manhã, o almoço em praças de alimentação de shopping centers, sem querer a vivência,  real, na beira do rego, sob o telhado com goteira, do lixo na porta, do fedor do esgoto. Só, no máximo, uma visita para nos descriminar.  A corriqueira prática do eu ajudo, mas eles lá e eu longe.



Você, Kate, é a satisfação da intelectualidade pernóstica, que te vira a cara, te acha pedante, mas já se achando superior, que te enxerga pelo cômodo e caquético lugar comum do clássico capitalismo x socialismo, te acusando de usurpadora da democracia, mas que aplaude monarcas sem coroa, mascarados defensores do povo, cercados de privilégios, comandantes, sentados em tronos que se teima em não reconhecer, por décadas, legitimados por artifícios e manobras.

Kate, você é nossa maior hipocrisia e nossa maior verdade. Nosso senso de ridículo gritando na disputando com nossa futilidade histérica. Nosso olhar de encantamento e de desdém, nos identificando e nos frustrando. Nossa vontade marinada de sermos  ricos, poderosos, famosos, idolatrados. Nosso desapego, oculto ou descarado, por aquela tal humildade de catecismo e a total admiração, oculta ou descarada, pelo que tem preço altíssimo na etiqueta.

Você não fará o mundo nem melhor, nem pior. Só com mais glamour, Lady Kate. O príncipe é teu, a coroa é tua, o palácio é teu. Vá e vá com tudo, rainha.


Beijos,

15 abril 2011

ECA ...



Na última terça-feira, no bairro de Aldeia (reduto de muitos recifenses de classe alta nos fins de semana), na cidade de Camaragibe, região metropolitana do Recife, Fernanda Mateus, 26 anos, estudante do último período do curso de Rádio e TV da Universidade Federal de Pernambuco, foi brutalmente assassinada, depois de um assalto, na localidade chamada “Chão de Peroba”, sendo alvejada com um tiro no rosto, após se recusar a dar sua bolsa ao assaltante.

Fernanda estava indo com sua amiga, Lorena Albuquerque até um haras, gravar um vídeo para apresentação de sua monografia de final de curso. Pararam para pedir uma informação e tiveram o azar de perguntar a dois assaltantes, menores de idade, que simplesmente resolveram matar Fernanda, como se não bastasse roubá-la, como se a vida fosse algo descartável e como se matar fosse atitude corriqueira.

Crimes absurdos como esse acontecem todos os dias por todo o país. Embora choquem, são esquecidos, restando a dor apenas à família das vítimas. Mas o que me chamou atenção no caso foi a possibilidade de impunidade no seu desfecho.

Em sendo os assaltantes menores de idade, um de 15 e outro de 17 anos, não poderão ser processados penalmente, sofrendo, em último grau, uma medida socioeducativa, segundo o Estatuto da Criança e do Adolescente (Lei 8.069/90), tendo como pena máxima a internação em estabelecimento educacional, a qual não pode exceder 03 anos, como assinala o §3º, do art. 121 da referida Lei.

E aí eu me pergunto ... esse deliquente, que teve a coragem de desfigurar o rosto de Fernanda Mateus foi realmente penalizado?? Estaria ele pronto para retornar à sociedade??

Evidentemente sei que o ideal seria investirmos em educação, evitando que os nossos jovens fossem dominados pelo mundo da criminalidade. Mas seria utópico da minha parte imaginar que isso possa acontecer em um curto espaço de tempo.



Na nossa sociedade atual, conduzida pela internet e toda a globalização que esta proporciona, um jovem de 15 anos tem plena consciência do efeito dos seus atos, de modo que se faz necessário o início de um debate no Brasil sobre a redução da nossa maioridade penal. É necessário que a legislação siga a evolução da sociedade e resta evidente que os nossos adolescentes não são os “inconsequentes” e “bobões” de décadas atrás.

Enquanto esse debate não se inicia, o ECA (Estatuto da Criança e do Adolescente) continua protegendo esses “pequenos” (que de pequenos não tem nada) marginais, e daqui a 03 anos a história de Fernanda Mateus será passado na vida desse assaltante.

Acho que o ECA, reportando-me à legislação, pode ser entendido no sentido literal da palavra, ou seja, em alguns pontos, é algo asqueroso, que precisa urgentemente de reforma e de adequação aos novos tempos.

Minha revolta e meus sentimentos à família de Fernanda.

Beijos,

13 abril 2011

A coruja e o coração



Em muitos assuntos da minha vida eu sou adepto daquela expressão “menos é mais”, preferindo algo mais simples a coisas requintadas, sofisticadas ou até mesmo exageradas.

Acho que a música de Tiê é mais ou menos assim. Não há nada de muito requintado, suas letras são simples (em certas situações extremamente autorais), mas o seu som me faz um bem danado.

Eu conheci Tiê através de uma matéria sobre as novas promessas da MPB, que foi publicada na Revista da Cultura no ano passado. Curioso, procurei sua música e tive acesso ao seu 1º CD, “Sweet Jardim”. No início achei aquilo tudo muito estranho, as músicas não faziam sentido pra mim, e ela parecia não ter vontade de cantar.

Mas dando-se o tempo necessário para a maturação do CD na minha cabeça, eu fiquei completamente viciado nas canções daquela moça tímida, de voz suave e aparentemente despretensiosa.

Embora eu não conseguisse interpretar o que Tiê queria externar em algumas das suas canções, eu não parava de cantá-las, e aos poucos, depois de muito ouvi-las, aprendi que o simples pode dizer muita coisa e pode até mesmo ser, de certa forma, complexo (se é que vocês me entendem ...).



Canções como “Dois”, “Quinto Andar”, “Chá Verde” (uma das minhas preferidas) e “Assinado Eu” (a maneira mais delicada que eu já vi de se acabar uma relação ou não dar esperanças a uma pessoa), tocaram (e ainda tocam), por muito tempo no meu pc, no meu carro e no meu ipod, ou seja, em todos os lugares em que eu ouço música!!!!

E eis que agora em março Tiê lançou o seu segundo CD, intitulado “A Coruja e o Coração”, título este que eu achei maravilhoso, pois, na minha interpretação, significa o encontro da razão com a emoção. E como aconteceu com “Sweet Jardim”, eu estranhei as músicas no início, mas, passado o período de deglutição, estou completamente apaixonado pelo álbum.



Tiê volta diferente, embora ainda preserve o tom minimalista das suas canções, incorporou a sua banda a bateria de Naná Rizzini, trazendo algo mais ativo a sua banda. O que me marcou foi a pegada mas country incorporada ao disco, que casou muito bem com a voz da moça. A música “Pra Alegrar o meu dia” é uma delícia de se ouvir, em “Mapa Mundi” ela tem a ilustre participação de Tulipa Ruiz, Karina Zeviani e Thiago Pethit. O tom romântico também está em “Piscar o olho” e “Te mereço” (que parece ser uma continuação de “Te valorizo”, música do primeiro CD).

Tiê ainda interpreta a linda “Só sei dançar com você”, já gravada por Tulipa Ruiz em seu cd “Efêmera”, e “Você não vale nada” (é isso mesmo, aquela música de Calcinha Preta), com um arranjo flamenco, da qual eu ainda não me decidi se gosto ou não (ela foi, no mínimo, ousada).

Enfim, Tiê, com sua simplicidade, continua apaixonando quem a ouve, até porque o menos pode ser muito mais ...

Aguardo ansiosamente a vinda de Tiê ao Recife ...

Tiê - Para Alegrar o meu dia

Beijos,   

12 abril 2011

Parcerias

Ainda sob o efeito do show de Roberta Sá e em semana de conclusão da monografia, ou seja, sem tempo pra nada, trago duas parcerias maravilhosas da linda cantora.

A primeira é "Mambembe", música que faz parte dos extras do DVD "Pra se ter alegria", em que Roberta canta junto com Chico Buarque (compositor da canção).

A segunda é "Minha Princesa Cordel", música feita sob encomenda por Gilberto Gil, para a abertura da novela Cordel Encantado. Gil convidou Roberta para cantar a segunda parte da música.

Duas músicas lindas, para alegrar essa semana chuvosa aqui no Recife.

Roberta Sá e Chico Buarque - Mambembe


Gilberto Gil e Roberta Sá - Minha Princesa Cordel




Beijos,

10 abril 2011

Puro encantamento



Roberta Sá já merecia um post aqui no blog faz muito tempo, mas talvez por eu ser muito seu fã, escrever sobre ela não é tarefa fácil.

Sexta-feira assisti, pela segunda vez, o show “Quando o canto é reza”, espetáculo do cd homônimo, no qual Roberta divide o palco com o Trio Madeira Brasil, integrado por Marcello Gonçalves (violão de sete cordas), Ronaldo do Bandolim e Zé Paulo Becker (violão e viola caipira), interpretando canções de Roque Ferreira, famoso compositor do Recôncavo Baiano, já gravado por estrelas como Zeca Pagodinho e Maria Bethânia.

Roberta surgiu na minha vida (eu não me lembro como!!!) no lançamento do seu 1º cd, "Braseiro". Na época o cd sequer era encontrado nas lojas do Recife, e como foi amor a primeira vista, ficava fuçando no computador em busca de todas as músicas do álbum. Um disco clássico, composto por sambas antigos e com participações especialíssimas, como Pedro Luís (seu marido), Ney Matogrosso e MPB4, cantando a linda “Cicatrizes”.



E minha admiração por Roberta só ia crescendo. Até que foi lançado “Que belo estranho dia pra se ter alegria”, um cd mais contemporâneo, sem esquecer dos sambas antigos (como a excelente “Interessa”) e com participação dos maravilhosos pernambucanos Lenine (em “Fogo e Gasolina”) e Lula Queiroga, compositor da música que dá nome ao álbum.

Depois disso, veio o terceiro cd, este ao vivo, mostrando uma cantora muito mais desenvolta e segura no palco, relembrando seus maiores sucessos e trazendo as lindas “Samba de um minuto” (pra mim a melhor música do disco) e “Janeiros” (composição da própria Roberta com Pedro Luís).

Neste momento, Roberta Sá já era uma cantora consolidada na música nacional, sendo considerada um dos grandes nomes surgidos nos anos 2000, sucesso de crítica e de público. Mas eis que Roberta, para minha grata surpresa, foge do popular e comercial, e lança o citado “Quando o canto é reza”, um disco para poucos, com letras muito ligadas à cultura baiana e ao candomblé, mas que, para minha surpresa novamente, tornou-se sucesso para o grande público, sendo muito bem recebido em todo o país.


"Quando o canto é reza" é um disco leve, mas de uma sonoridade muito marcante, trazendo arranjos diferenciados às canções de Roque Ferreira, fugindo, em determinados momentos, ao samba de roda inerente às músicas do referido compositor, passeando pelo ijexá, samba carioca, maxixe, dentre vários outros ritmos. Embora eu seja suspeito pra falar das músicas, já que adoro todas, destaco a sua versão para “Água da minha sede”, já gravada por Zeca Pagodinho” e "Marejada" (minha música preferida no disco).



No primeiro show de Roberta no Recife, da turnê do “Quanto o canto é reza”, eu tive a honra de conhecê-la, e confesso que foi um dos momentos mais emocionantes que já vivi. Além de ser uma excelente cantora, de uma contemporaneidade ímpar, dando a clássicos uma sofisticação louvável, Roberta é de uma simpatia e simplicidade admiráveis, refletindo doçura por onde passa.


Antes de terminar este post (se deixar eu falaria dela por muitas e muitas linhas ...) preciso destacar o excelente trabalho dos percussionistas que a acompanham no show (Zero e Paulino Dias), tornando-se um dos diferenciais do espetáculo e trazendo toda a magia que a percussão, tão presente na cultura afro-brasileira, transmite.

Roberta é uma das grandes responsáveis pela minha paixão por samba, sua música me seduz, proporcionando-me puro encantamento.

Roberta Sá e MPB4 - Cicatrizes


Roberta Sá - Marejada




Beijos,

07 abril 2011

Por que???



Hoje ocorreu, no Rio de Janeiro, um acontecimento, no mínimo, triste. Wellington Menezes de Oliveira, 23 anos, invadiu a Escola Municipal Tasso da Silveira, em Realengo, da qual era ex-aluno, e atirou, incontroladamente, em crianças que estavam assistindo aula, matando 12 delas.

Histórias deste tipo não são desconhecidas da sociedade, acontecendo, com certa frequência, nos Estados Unidos, principalmente em decorrência de situações de bullying. Mas no caso de hoje, aparentemente não seria hipótese de violência moral, não havendo (se é que pode haver) justificativas para as atitudes do atirador.



É complicado visualizar algo que justifique um tipo de atitude desta. Por que matar um terceiro, que nada tem haver com a sua loucura??? Qual a culpa de crianças, que estão em sua escola assistindo aula, pelos problemas que determinado indivíduo tenha??? Por que tanto egoísmo, narcisismo e falta de compaixão, de modo que seja necessário matar inocentes, no intuito, eu acho, de dar maior visibilidade a sua própria morte???

Pela carta deixada por Wellington, observa-se um ser extremamente perturbado, que se achava intocável por qualquer outra pessoa, demonstrando, no seu texto, ser um indivíduo “superior” a qualquer outro que habite este mundo, o que reflete a possibilidade de existirem sérios distúrbios mentais naquele indivíduo.



O que eu não consigo compreender, afora a loucura inerente ao episódio, são as razões para que estas crianças sejam violentadas de forma tão brutal; se existe uma entidade superior, e eu de fato acho que exista, por que permitir tamanha atrocidade???

Percebe-se que eu tenho muito mais perguntas do que respostas ... se é que alguém pode explicar esse absurdo.

Hoje só me vem uma conjunção na cabeça: POR QUE???


Beijos,

05 abril 2011

Primeiros passos



Como já falei aqui no blog, escrever é tarefa árdua, mas é só dar o primeiro passo, para se enxergar o quão prazerosa é essa arte.

Depois de muito relutar, criei coragem e comecei a divagar por este mundo virtual, escrevendo o que me dá vontade, quando quero e do jeito que quero, sem pensar em apelos comerciais ou qualquer outro artifício utilizado por muitos para atrair público. E posso dizer que agir assim é muito honesto comigo mesmo e com aqueles que acessam diariamente esse espaço.

Neste contexto, sempre insisti com minha amiga Elândia que ela começasse a escrever, se permitisse e, se gostasse, criasse o seu blog. Pois bem, eis que ela criou coragem e me mandou um texto, muito bem escrito por sinal, confirmando a sua competência com as palavras. Espero que gostem e que ela também crie seu espaço.

Segue:

“Nas Grandes batalhas da vida, o primeiro passo para a vitória é o desejo de vencer”. Mahatma Ganghi.

A tarefa de conciliar trabalho e estudo não é uma das mais fáceis. Muito pelo contrário, é preciso ter muita força de vontade e determinação para conseguir realizar com êxito tal atividade. Apenas quem vive essa árdua realidade sabe de fato do que estou falando. Ter que acordar cedo e encarar uma intensa jornada de trabalho e, ainda, assumir um terceiro turno à noite em uma instituição educacional é algo extremamente cansativo, penoso e desgastante. O ritmo de vida passa a ser extremamente intenso, você sente a vida passar numa velocidade assustadora, como se não estivesse vivendo a vida. A sensação que se tem é o passar da vida sem aproveitá-lá. Dormir estudando e acordar trabalhando.

Na minha concepção essa extensa jornada diária, que tanto exige física e psicologicamente, se configura como um dos fatores para não conclusão dos objetivos de muitos. Talvez desistir seja realmente a escolha mais fácil, porém, é também a menos gratificante.

     Por isso entendo que é Preciso continuar lutando. E sabe o que me move?? é a visão e a perspectiva por um futuro promissor. É, sem sombra de dúvidas, a perspectiva pela melhoria da qualidade de vida e pela construção de uma carreira profissional sólida perpassada pelo sucesso, o motor que impulsiona o prosseguir e o não desistir. O segredo para se conseguir o tão almejado sucesso é tão somente a busca pela concretização dos objetivos traçados ao longo da vida. 


Beijos,


04 abril 2011

Fim de semana gastronômico



Existem aqueles fins de semana onde não se tem nada pra fazer, e a monotonia acaba stressando mais do que um processo de vários volumes. É muito deprimente ficar em casa assistindo Zorra Total, A Turma do Didi ou Domingão do Faustão ...

Mas nem tudo é desgraça (ainda bem!!), e vez ou outra (porque não tem dinheiro que aguente isso toda semana!!!), o sábado e domingo se tornam dias de grande deleite, e neste último, o prazer foi puramente gastronômico.

Em um fim de semana de muitas celebrações e encontro com amigos queridos, comecei minha saga pelo Bar Central, no almoço da sexta-feira, divertindo-me com meus amigos do Tribunal e comendo um dos meus pratos preferidos (frango ao molho de frutas vermelhas com arroz de castanha e batata rosti).



Pra quem não conhece o Bar Central, na minha opinião, este é um dos melhores restaurantes do Recife, com uma comida espetacular, muito bem servida e um preço justo. O bar é indicado há vários anos pela Revista Veja como o melhor Happy Hour da cidade. Ele se localiza no centro do Recife e tem uma decoração só com imagens antigas da cidade, fazendo os clientes literalmente viajarem no tempo.



A noite, com a noiva, em um dia de comemoração e “libertação”, conheci o Villa Bistrot, restaurante do chef Joca Pontes, o mesmo do meu querido La Plage, que desenvolve uma cozinha contemporânea, com um toque tipicamente francês.



O Villa, pra mim, foi uma das grandes surpresas dos últimos tempos. Tentei encontrar algum defeito nos pratos e não achei absolutamente nada. De entrada, pastéis de frango com passas brancas, catupiry e molho agridoce (impecáveis) e de prato principal um medalhão ao molho de gorgonzola com linguine ao champgnon (maravilhoso!!!). De sobremesa, bolo de rolo com queijo coalho, geléia de goiaba e sorvete de creme (muito bom!!!)



Pra quem não conhece vale muito a pena ir, indico demais!!!!

Por fim, no sábado, reuniãozinha com os mais novos noivos da cidade (Kátia e Joabe), com casamento marcado, no qual teremos a honra de sermos padrinhos. Fomos jantar no Café Portenho, restaurante especializado na culinária argentina. As entradas, (empanadas de frango defumado, carne e queijo) estavam muito boas. Mas o prato principal foi uma decepção para os quatro integrantes da mesa. Comida sem gosto, enjoada e sem qualquer tipo de satisfação gastronômica. A sobremesa (petit gauteau) até que estava boa, mas nada muito espetacular.






A comida do sábado estava longe de ser divina, mas a companhia dos grandes amigos afastam qualquer decepção culinária que possa ter ocorrido.

Enfim, muita comida, doces, muita caloria, hora de voltar à realidade e recomeçar a boa e velha dieta ...

Beijos,  

03 abril 2011

Quero apenas cinco coisas

Pra começar bem o domingo, dia que deveria ser de praia, mas está sendo de elaboração de monografia, um lindo poema de Pablo Neruda:

Quero apenas cinco coisas.. 
Primeiro é o amor sem fim 
A segunda é ver o outono 
A terceira é o grave inverno 
Em quarto lugar o verão 
A quinta coisa são teus olhos 
Não quero dormir sem teus olhos. 
Não quero ser... sem que me olhes. 
Abro mão da primavera para que continues me olhando





Beijos,

02 abril 2011

A música do findi

Mais um post da sessão música, hoje trago a canção Competine D'Un Autre Été, de Yann Tiersen, tema do filme "O Fabuloso Destino de Amelie Poulin", em uma maravilhosa versão do pianista, já citado aqui no blog, Vitor Araújo.

Desde quinta-feira essa música não sai da minha cabeça e ouvi-la foi essencial para escrever o último post. Ela me traz calma, serenidade e uma tristeza (se é que posso falar assim) confortante.



Beijos,
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