Entender a vida de uma garota de programa é tarefa árdua, mas que desperta muita curiosidade da sociedade, principalmente da ala masculina. E quando se pensa em uma prostituta, sempre se imagina que ela entrou naquela vida ou porque precisava se sustentar, e aquela era sua última saída, ou ela realmente gostava do mundo e do fetiche do sexo.
O filme Bruna Surfistinha, do diretor Marcus Baldini, conta a história de Raquel Pacheco, “menina” que apresenta as duas principais características de uma garota de programa: ter passado por alguma dificuldade na vida e gostar de transar.
Bruna, menina adotada e com uma péssima relação com seu pai de criação, sente-se sufocada no convívio daquele eixo familiar tão estranho para ela, e sai de casa na esperança de obter dinheiro fácil. O que mais chama atenção, e não que seja um exemplo para qualquer pessoa, é a coragem de Bruna, que desde o primeiro momento sabia o que queria, e tinha consciência que estava entrando em um mundo completamente diferente do seu, rodeado por sexo, drogas e convívio direto com o lado mais oculto, e às vezes podre, do ser humano.
Para entender melhor o filme, assisti uma entrevista de Raquel Pacheco no De Frente com Gabi, e fiquei impressionado com a determinação, profissionalismo (porque não??) e coragem da moça. Ela fala do sexo com uma naturalidade que chega a constranger.
Preciso destacar aqui a atuação impecável de Deborah Secco no filme. É possível enxergar nela três mulheres completamente diferentes: a menina, a prostituta e a drogada. Deborah prova que é muito mais do que a moça gostosona das novelas ...
A trilha sonora também merece elogios, percorrendo desde o som mais balada até o lado melancólico que o filme transmite, com canções como Creep, de Radiohead e Sunshine Girl, interpretada pela cantora Céu.
Bruna Surfistinha não é somente um filme produzido para as grandes massas. Choca, entretém e, principalmente, causa reflexão no seu público.
Beijos,

Excelente comentário, diz tudo. bjs
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