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30 maio 2011

Simples assim



Neste último sábado Jack Johnson tocou aqui no Recife, e eu, claro, não podia deixar de assisti-lo, já que acompanho sua carreira há muitos anos.

A música de Jack é composta por letras simples, acordes básicos e uma suavidade que combina perfeitamente com um violão, uma praia e toda a magia que o mar nos proporciona ...

Não espere nada muito rebuscado, Jack não tem essa pretensão. Da mesma forma, não é uma música dançante, nem um cantor com grande presença de palco. Ele é simples, tímido, mas tem uma voz extremamente doce, que o torna um dos grandes músicos da atualidade.



Eu diria que o show foi extremamente correto, músicas muito bem interpretadas, banda afiada, voz boa, enfim, tudo que eu esperava. Não é um show tenso, como o de Amy Winehouse, que você não sabe o que esperar, nem se ela iria aparecer ... Jack é o contrário, não tem nada de estrela e parece fazer parte da chamada “geração saúde”.

Todos os seus grandes sucessos foram apresentados, como "Better Together", "Home", "Gone", "Good People", dentre vários outros ... Só faltou a minha preferida ("Angel"), cuja ausência foi o único ponto ruim da noite ...

Um capítulo a parte do show foi a simpatia do pianista Zach Gill, que além de estar visivelmente se divertindo muito por estar em terras brasileiras, ainda brincou com uma sombrinha de frevo enquanto tocava divinamente o seu acordeão.



Outro destaque na carreira de Jack é a sua preocupação com as questões ambientais. Jack criou a Johnson Ohana Charitable Foundation, entidade voltada ao financiamento de programas de proteção ambiental, e doará todo o lucro da sua turnê no Brasil para ONG’s que promovem a educação e ajudam a manter o meio ambiente.

Enfim, quer relaxar, tomar um vinho, caminhar na praia ou simplesmente dormir??? Ouça Jack Jonhson, tenho certeza que você na vai se arrepender ...



Beijos,

25 maio 2011

Filhos de Deus



Na última segunda-feira, Frei Betto, conhecido escritor e religioso dominicano, que atuou significativamente no primeira mandato do seu amigo e ex-presidente da República Lula, publicou um artigo no Jornal O Globo, acerca da relação entre homossexuais e a religião.

Pela primeira vez eu li um texto de um religioso tão respeitado defendendo que a igreja aceite e acolha os homossexuais, afinal, eles também são filhos de Deus.



Espero que essa posição de Frei Betto seja um avanço para que as religiões, usando da tolerância, da compaixão e da caridade que devem fazer parte de toda e qualquer crença, vejam as pessoas de modo igual, independente de raça, opção sexual ou situação financeira.

Segue:

Os gays e a Bíblia - FREI BETTO

É no mínimo surpreendente constatar as pressões sobre o Senado para evitar a lei que criminaliza a homofobia. Sofrem de amnésia os que insistem em segregar, discriminar, satanizar e condenar os casais homoafetivos. No tempo de Jesus, os segregados eram os pagãos, os doentes, os que exerciam determinadas atividades profissionais, como açougueiros e fiscais de renda. Com todos esses Jesus teve uma atitude inclusiva. Mais tarde, vitimizaram indígenas, negros, hereges e judeus. Hoje, homossexuais, muçulmanos e migrantes pobres (incluídas as “pessoas diferenciadas”...).

Relações entre pessoas do mesmo sexo ainda são ilegais em mais de 80 nações. Em alguns países islâmicos elas são punidas com castigos físicos ou pena de morte (Arábia Saudita, Irã, Emirados Árabes Unidos, Iêmen, Nigéria etc). No 60º aniversário da Declaração Universal dos Direitos Humanos, em 2008, 27 países-membros da União Europeia assinaram resolução à ONU pela “despenalização universal da homossexualidade".

A Igreja Católica deu um pequeno passo adiante ao incluir no seu catecismo a exigência de se evitar qualquer discriminação a homossexuais. No entanto, silenciam as autoridades eclesiásticas quando se trata de se pronunciar contra a homofobia. E, no entanto, se escutou sua discordância à decisão do STF ao aprovar o direito de união civil dos homoafetivos.

Ninguém escolhe ser homo ou heterossexual. A pessoa nasce assim. E, à luz do Evangelho, a Igreja não tem o direito de encarar ninguém como homo ou hetero, e sim como filho de Deus, chamado à comunhão com Ele e com o próximo, destinatário da graça divina.

São alarmantes os índices de agressões e assassinatos de homossexuais no Brasil. A urgência de uma lei contra a violência simbólica, que instaura procedimento social e fomenta a cultura da satanização.

A Igreja Católica já não condena homossexuais, mas impede que eles manifestem o seu amor por pessoas do mesmo sexo. Ora, todo amor não decorre de Deus? Não diz a Carta de João (I,7) que “quem ama conhece a Deus” (observe que João não diz que quem conhece a Deus ama...).

Por que fingir ignorar que o amor exige união e querer que essa união permaneça à margem da lei? No matrimônio são os noivos os verdadeiros ministros. E não o padre, como muitos imaginam. Pode a teologia negar a essencial sacramentalidade da união de duas pessoas que se amam, ainda que do mesmo sexo?

Ora, direis, ouvir a Bíblia! Sim, no contexto patriarcal em que foi escrita seria estranho aprovar o homossexualismo. Mas muitas passagens o subtendem, como o amor entre Davi por Jônatas (I Samuel 18), o centurião romano interessado na cura de seu servo (Lucas 7) e os “eunucos de nascença” (Mateus 19). E a tomar a Bíblia literalmente, teríamos que passar ao fio da espada todos que professam crenças diferentes da nossa e odiar pai e mãe para verdadeiramente seguir a Jesus.

Há que passar da hermenêutica singularizadora para a hermenêutica pluralizadora. Ontem, a Igreja Católica acusava os judeus de assassinos de Jesus; condenava ao limbo crianças mortas sem batismo; considerava legítima a escravidão;e censurava o empréstimo a juros. Por que excluir casais homoafetivos de direitos civis e religiosos?

Pecado é aceitar os mecanismos de exclusão e selecionar seres humanos por fatores biológicos, raciais, étnicos ou sexuais. Todos são filhos amados por Deus. Todos têm como vocação essencial amar e ser amados. A lei é feita para a pessoa, insiste Jesus, e não a pessoa para a lei.

Beijos,

19 maio 2011

De encher os olhos ...



O videoclipe é uma excelente ferramenta para trazer sensibilidade visual a uma música. Geralmente, ao pensarmos em uma canção, nos limitamos a sua sonoridade, mas não guardamos nenhum aspecto gráfico da mesma.

Pois bem, o clipe tem a função justamente de nos trazer uma memória visual da canção, alargando a possibilidade de sensações que uma música pode nos proporcionar.

Fazia tempo que nenhum videoclipe me chamava atenção. A MTV tinha perdido a graça pra mim, e a única coisa que me interessava no canal era o excelente programa "Furo MTV" e as reprises dos acústicos produzidos pela emissora.

Mas eis que essa semana eu me surpreendi com a beleza do clipe “Te Amo”, de Vanessa da Mata, música do último cd da cantora (Bicicletas, Bolos e outras alegrias).



O vídeo é de uma simplicidade e de uma delicadeza ímpar. Dirigido pelo ator Wagner Moura, e estrelado pela bailarina Marilena Ansaldi (representante do teatro-dança no Brasil), o roteiro limita-se a demonstrar a referida bailarina dançando, em um cenário sóbrio, e demonstrando como a mesma “sentiu” a música.



Marilena, que já é idosa, o que traz um diferencial ao clipe, transmite uma suavidade e uma vivacidade, ou até mesmo força, que se confundem e se misturam na coreografia, sendo uma das apresentações mais bonitas que já vi. Ela se entrega completamente à canção, e sente, de uma maneira infinitamente pessoal, o que aquelas versos representam a mesma.

Enfim, um belo vídeo, que vale muito a pena ser visto e elogiado.

Segue:



Beijos,

17 maio 2011

Espaço Gourmet Cozinhando Escondidinho



Eu adoro conhecer lugares novos, gosto do desconhecido e da surpresa daquilo que vou encontrar. Pois bem, lendo matérias do blog Pitadinha e da seção de gastronomia do NE10, vi excelentes indicações sob o restaurante “Espaço Goumert Cozinhando Escondidinho”, que fica em Casa Amarela, zona norte do Recife.

Resolvemos nos aventurar e fomos conhecer o sobredito restaurante. O dono do espaço goumert é o chef Rivaldo França, que já era conhecido no meio gastronômico pelas trufas com sabores diferentes (jaca, tapioca e bolo de rolo) que produzia. Rivaldo resolveu montar um espaço em sua casa especializado em cozinha regional.



Pois bem, as fotos que tinha visto eram ótimas e os pratos pareciam maravilhosos. A primeira impressão, ao chegarmos, era que o lugar era muito pequeno e abafado, mas quanto a isso não podíamos reclamar em nada, sabíamos que o restaurante era na casa do chef e que o espaço era limitado.

O problema começou em relação ao atendimento. Só havia uma garçonete disponível e era impossível para a mesma se desdobrar nos pedidos de todas as mesas, já que o lugar estava lotado. Os pratos que pedimos (éramos 4 pessoas), não chegaram no mesmo momento, o que pra mim foi um erro grosseiro, pois cada integrante da mesa comeu em um momento diferente.

Pra piorar, a entrada (escondidinho de banana da terra com carne de sol – que estava muito bom) chegou depois do prato principal, o que demonstra a inexperiência da equipe. Complementando, pedimos uma jarra de suco de goiaba, que estava com gosto super estranho (pedimos para devolver) e logo depois um refrigerante, cujo vencimento era no dia seguinte (também com um gosto esquisito).



Tenho que ser justo e dizer que, apesar de toda a deficiência do serviço, os pratos que pedimos (Pirão de coalho na cumbuca virada e Baião de Nós), estavam com uma boa apresentação e apetitosos, mas não indico o lugar, pois de nada adianta ter talento culinário quando se presta um atendimento de qualidade precária.

Quem quiser tirar suas próprias conclusões, segue o endereço:

Espaço Goumert Cozinhando Escondinho
Rua Dr. Tomé Dias, 08, Casa Amarela
Fone – 9669-3924 – 8618-6781


Beijos,

08 maio 2011

Nem um dia

Existem músicas das quais você não espera mais nada, já se ouviu muito, até enjoar. Uma delas era "Nem um dia", sucesso de Djavan, que tem um espaço importante na minha adolescência.

Mas eis que Maria Rita, em sua nova turnê, me surpreende que um versão meio jazz da música, e me traz de volta toda a beleza dessa canção e as histórias daquele tempo de ingenuidade e de vida tranquila.

Impressionante como Maria Rita consegue introduzir beleza e contemporaneidade às canções que interpreta, este é um dos motivos que me faz ser tão fã dessa cantora.

Segue:


Beijos,
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