Páginas

28 fevereiro 2011

Sem confete e serpentina ...



Esse ano eu não tô afim de brincar carnaval ... Independentemente da cirurgia que realizarei um pouco antes deste período momesco, eu trocaria qualquer folia por uma bela praia (sem blocos, por favor!!!) ou por um hotel fazenda.

Não que eu abomine esta diversão, mas como a vida anda tão corrida, eu prefiro sossego, sombra, água fresca e um bom livro que ninguém é de ferro!!!

Até porque passar 4 dias subindo e descendo ladeira sob um sol escaldante não é uma atividade que descanse ser humano algum ...

O post surgiu depois que li a coluna "O papo é pop", de Miguel Rios, no Jc On Line, sobre o “antifolião”. Acho que em 2011 eu sou o típico indivíduo averso à carnaval, me identifiquei bastante com o texto.

Segue ...

O papo é pop

Abram alas! Deixem o antifolião passar!

Publicado em 25.02.2011, às 15h20

Por Miguel Rios



Antifolião não entende a necessidade dos exageros. Assombra-se com o alcoolismo geral, com a sacanagem irrestrita.

Bateu numa lata e o cara entra em processo de solidão e desamparo, se vê alheio, estrangeiro entre conterrâneos. Desencaixado da sequência: se jogar na gandaia, se exaurir, se acabar, querer mais, não desistir, persistir, mesmo aos cacos, procurar juntá-los, mesmo sem conseguir, prosseguir. O batuque na lata é o aviso da repulsa próxima. 
Da raiva, do mal-estar, da revolta, do esperneio, da birra, da careta e do desdém. Pois é! Carnaval também apresenta ao mundo o antifolião.

Antifolião, a figura mais estranha destes tempos, mais antipopular, é espécime não tão raro assim. Carece é de força. Queria ele ter mais poder. Queria voz alta. Quer ser mais corajoso.

Queria. Mas vai continuar só no querer. Está em um bloco menor, muito menor, e ele sabe. Parece ser do eu sozinho, de tão ilhado e inerte que se sente. Exagero. Conta com partidários do ódio direcionado, mas todos têm grande capacidade de organização apenas para a fuga.
E ele se conforma. Não se atreve a tentar uma rivalidade mais aguerrida. Nem pode. Louco seria se partisse para o combate. É consciente. Sabe ser minoria. Inexpressivo. De mobilização rala.

Antifolião reclama para um deserto de ouvidos surdos ao que não seja grito, urro, gargalhada, orquestra e caixa de som. Resta-lhe resmungar e se afastar. Reunir-se com os seus, discorrer argumentos, dos mais batidos aos mais originais, para referendar o horror.

Em uma praia distante, longe ao máximo mesmo, com o barulho do mar, musiquinha de violão, senta-se entre os foragidos a falar mal dos três dias de excessos. Dos três dias originais que passaram a quatro, que já viraram 30 com as prévias, que se transformaram em 60, dependendo do calendário, que podem chegar a não se sabe quantos pela  resistência insana dos adversários.

Os adversários... estes dementes, folgados, perdidos, idiotas, adoradores dos excessos.
Excesso de suor próprio, de suor roçando no suor de outro, de beijos em bocas desconhecidas, de fedor, de empurra-empurra, desconforto, sexo fácil, camisinhas usadas e pisadas, calor de 40 graus, álcool ingerido e derramado, urina em cada esquina, lixo na canela e vômito à vista.

Excesso de bloco. Bloco que começou com meia dúzia de gente, que subiu para o dobro, que depois ajuntou 20 pessoas, que viraram centenas, que já estão em não sei quantas, que prometem triplicar, que fechando a conta significam aperto, roubos, cotoveladas e Deus me livre.

Excesso de fantasias. Das repetidas fantasias. É Fred Flintstone, Emília, pirata, bailarina, fada, Bob Esponja, cigano. Nada muda. Aqui e ali alguém mais criativo, dá pra rir, mas a massa é mais do mesmo.

Excesso de música velha e sem sentido. Nada muda. Marchinhas, sambas, axés, frevos perpétuos. Ninguém sabe cantar direito, ninguém sabe dançar direito, ninguém quer saber o que significa de fato. É robotização. Liga no automático e vai.
Excesso de cobertura padronizada imprensa. Um dando entrevista aos gritos, tentando roubar o microfone, uma mundiça atrás gritando e pulando. Os mesmos comentários dos repórteres: “Vejam a total irreverência do folião!”, “Festa sem hora pra acabar!”, “É pura animação!”, “Faz um passinho pra gente ver!”, “Canta um trechinho da música!”, “Vamos pedir a bênção à velha-guarda!”

Excesso de peruagem e futilidade nos camarotes. Todos dizendo que adoram o Carnaval popular. Caras de pau. Querem distância da crueza do povo. Adeptos do bloco do Eu Aqui e Eles Lá, das caras e bocas, da mordomia, do comer e beber de graça e na bandeja. Querem é sair na foto. Posar de ser superiores, diferenciados.

Excesso de peitos e bundas. Do tribalismo. Da transa no cantinho, irresponsável, com ou sem proteção. Da contabilidade competitiva do “já beijei um, já beijei dois, já beijei três... Vou beijar mais uma vez.”
Antifolião não entende a necessidade dos exageros. Assombra-se com o alcoolismo geral, com a sacanagem irrestrita, com a alegria em condições anormais de temperatura e pressão.

É acusado de antissocial, emburrado, solitário, pedante. Defende-se alegando que tem um filtro muito eficiente.

Desde de criança é reconhecível. Reclamava ser vestido de Pierrot, Colombina, Rambo ou Barbie. Dizia que a roupa incomodava.



 
Fechava a cara diante dos amigos de classe, nos bailes da escola, não saindo de perto da mãe.
Mãozinhas para cima, só se lhe pegassem o braços a pulso e forçassem a coreografia. Enjoado e enojado.

Não tem jeito, não há como reverter, não tem a veia, não tem saco, tem é que sair fora.

E se queixar. Chamar todos de alienados, de subdesenvolvidos, vagabundos, que por causa deles é que o Brasil não vai pra frente.

Carnaval, no fim das contas, é para catarse geral, cada um no seu quadrado, seja lá como for.



Beijos,
 
 
 
 

24 fevereiro 2011

Perto do fim



É ... tá acabando ... e nem posso dizer que passou rápido e que foram momentos de muita diversão, pra mim concluir a faculdade é visualizar uma estrada, no mínimo, sinuosa.

Minha saga começou lá em 2004, e eu achava que tudo ia correr na mais perfeita paz e que eu não teria problemas pra concluir regularmente minha graduação. Mas aí eu tive de trabalhar, tive que me sustentar e de repente me vi só, eu e a sorte.

E talvez neste momento eu tenha cometido meu maior erro. Me dedicar demais a um trabalho (primeiro emprego), achando que ali ia construir uma grande carreira, e de repente me ver sendo apenas mais um dentro tantos outros tidos apenas como mão de obra barata.

Mas vem o destino, sempre com suas surpresas, e me trouxe, aos poucos, a experiência necessária para começar minha evolução profissional. E, sem modéstia, eu soube dar um passo pra trás pra depois caminhar em dobro pra frente.



Neste tempo eu fiz duras escolhas, e optei por atrasar meu curso. O retorno??? Um emprego público, estabilidade e a tranquilidade necessária para finalizar o tão sonhado curso de Direito.

E passei por tantos lugares nessa caminhada ... Mais um deles me deu a certeza de que eu estava na trajetória correta. Estagiar com a Dra. Ana Luísa proporcionou-me uma vasta gama de saber, sociabilidade, perfeccionismo e rigorismo com meu trabalho, que são essenciais no profissional em constante formação que sou. E confesso que a saudade daquele lugar é constante, e que ela me ensinou a amar o Direito Tributário, contudo as escolhas mais uma vez tiveram de ser feitas, e só o destino pode afirmar se um dia nos reencontraremos ...

E como eu sou uma pessoa muito inquieta (graças a Deus!!!) terminar a faculdade é apenas um passo de uma longa jornada, e ainda virão vários concursos, cursos, pós-graduações e tudo que estiver acessível ao meu crescimento pessoal e profissional.



A lição que tiro de tudo isso??? Na vida as situações sempre acontecem no momento certo, e com certeza há uma razão para as dificuldades que nos são postas (é clichê, mas é a realidade). No meu caso, depois de todos os percalços, sou uma pessoa muito melhor e sei que precisava passar por tudo isso.

Beijos,


18 fevereiro 2011

Cisne Negro



A dança, sempre vista pela sua plastia, suavidade e beleza, passa a ser desnudada, revelando-se o seu lado de dor, sofrimento, entrega, perfeccionismo e, porque não, loucura.

O ser humano, externado sob uma ótica psicanalítica, até mesmo bipolar, possui no seu âmago dois lados (o bom e o perverso), os quais andam juntos e muitas vezes se sufocam mutuamente.

Esse é o enredo de Cisne Negro, dirigido por Darren Aronofsky, e estrelado por Natalie Portman, filme que vi esta semana e que teve 5 indicações ao Oscar 2011 (melhor filme, melhor atriz, melhor direção, fotografia e edição).

A história se passa em uma companhia de dança, que irá apresentar a peça “O Lago do Cisne” de Tchaikovsky, a qual possui como personagem principal a Rainha Cisne, que deve interpretar o Cisne Branco (suave, amoroso, gracioso) e o Cisne Negro (sedutor, malicioso, ambicioso).

Nina, interpretada brilhantemente por Natalie Portman, muito embora tenha a leveza necessária para o Cisne Branco, não possui a ganância essencial para interpretar o Cisne Negro, passando a sofrer um tormentoso conflito psicológico em busca do seu lado mais sombrio.



Natalie Portman desenvolve uma interpretação impecável no filme, e muito embora eu não tenha visto as atuações das outras atrizes indicadas ao Oscar, pela loucura e complexidade que o personagem contem, a estatueta deve ser dada a ela. Pra se ter uma idéia da entrega de Natalie Portman à história, ela perdeu 9 quilos para fazer Nina e quebrou uma costela nos ensaios de dança.



Pra mim é um filme para ficar na história, um excelente roteiro, atuações impecáveis e uma fotografia espetacular. É uma verdadeira aula de psicanálise e como bem disse Fred Burle em sua crítica sobre o filme "A clareza que não vem ao final é o que menos importa. A arte não precisa de respostas claras. O grande barato está na subjetividade de sua leitura.”



Beijos e bom fim de semana!!!

14 fevereiro 2011

TOC



Eu não consigo gostar de música clássica, confesso que já tentei várias vezes parar e ouvir Bheethoven, Vivaldi, Strauss (até porque isso deve trazer alguma erudição ao ser humano!), mas não tenho paciência de ouvir meia hora sequer.

Até já fui a uma apresentação da Orquestra Sinfônica do Recife, no Teatro de Santa Isabel, mas embora aquilo fosse extremamente belo, era sonolento demais pra mim.

Mas há uma exceção para o meu desinteresse por música clássica, se é que posso intitular a música dele assim, pois como o próprio VITOR ARAÚJO falou em uma entrevista, “não há distinção entre música erudita e popular”.

Vitor Araújo é recifense, 21 anos, toca piano desde os 09 anos, tendo sido aluno do respeitado Conservatório Pernambucano de Música. A música de Vitor, e falo especificamente do CD “Toc Ao Vivo no Teatro de Santa Isabel”, é um dos trabalhos musicais que mais me emocionam.



É estranho ouvir aquelas melodias e simplesmente se emocionar, fechar o olho e viajar nas notas musicais tão bem arranjadas. Na verdade, me incomodo, de certa forma, no quanto algumas músicas de Vitor me tocam, pois como costumo ser tão duro com as emoções, me surpreendo com o efeito delas no meu ser.

Enquanto escrevo este post, ouço as canções de Vitor Araújo, e mais uma vez sou absorvido pelo seu universo musical. Músicas como “Comptine Dún Autre Ète”, “Valsa pra Lua” (que já virou até toque no meu celular!!), “Sonatina para Piano” e “A Última Sessão”, me fazem parar o que eu estiver fazendo para apreciar a sua beleza.

Às vezes o efeito é inverso, essas canções me dão a concentração suficiente para que eu possa trabalhar com mais eficiência. O trabalho de Vitor é ousado, e as suas versões para Asa Branca, de Luiz Gonzaga, Samba e Amor, de Chico Buarque e Paranoid Android, de Radiohead, são simplesmente incríveis.

“Toc” é um CD cativo no meu ipod, e não deve sair de lá por um bom tempo. Música boa é aquela que desperta as mais diversas emoções no ouvinte, e isso, com certeza, Vitor Araújo proporciona aos seus admiradores.

Leia entrevista concedida por Vítor ao site G1, clique aqui.


Vitor Araújo - Competine Dun Autre Été



Vitor Araújo - A Última Sessão


Beijos,





11 fevereiro 2011

Nina Becker - Santander Cultural



Uma dica legal para esse fim de semana no Recife é o show de Nina Becker, sábado, no Santander Cultural.

Nina já toca há alguns anos com a Orquestra Imperial, famoso conjunto que se apresenta principalmente no carnaval carioca. Em 2010, ela lançou juntamente dois álbuns: “Azul” e “Vermelho.”



                                








Eu tive a oportunidade de ouvir o álbum “Azul” e gostei bastante, embora ache o som dela bastante melancólico. É a típica música para se ouvir em casa, muito confortavelmente, bebendo um bom vinho. Por favor, não levem Nina Becker para ouvir na academia, você vai acabar dormindo no meio do exercício!!!

Como um Santander Cultural tem um espaço pequeno (150 lugares) e o show será às 17h, acho que é uma excelente oportunidade para relaxar de uma semana de trânsito, trabalho e preocupações ...

Santander Cultural
Marco Zero, Bairro do Recife
Ingressos - R$ 5,00 e R$ 2,50 (meia)
Informações: 3224-1110


Bom fim de semana a todos!!!

Beijos,

09 fevereiro 2011

Felicidade Clandestina



Clarice Lispector surgiu na minha vida há muito pouco tempo. Eu sempre achei a sua fisionomia meio estranha, um certo ar de petulância nas suas fotos, mas nunca me interessei muito pelo seu trabalho.

Lembro-me de brincar com uma amiga minha no colégio (Heloísa), chamando-a de Macabea (uma personagem do livro “A hora da Estrela”), mas meu interesse por Clarice não passava disso.

De um tempo pra cá, e após assistir algumas entrevistas dela no you tube, esta escritora ucraniana, que passou a infância no Recife e a adolescência no Rio de Janeiro, vem me chamando a atenção, e depois de muito pedir um livro dela, acabei ganhando de Débora o “Felicidade Clandestina”.

Felicidade Clandestina não é um romance, e sim um livro de contos (25 no total), surgido através da compilação dos contos que Clarice escrevia semanalmente para o Jornal do Brasil.

Traz histórias perceptivelmente autobiográficas, muito embora ela não explicite isso, relatando fatos da sua infância, adolescência ou de situações que ela acompanhava no seu dia a dia.

A leitura da obra de Clarice às vezes parece ser tão simples, mas por trás de cada texto há muita complexidade, e é preciso refletir sobre o verdadeiro sentido daquela história.

Pra mim, os contos mais interessantes do livro são: "Felicidade Clandestina", "Miopia Progressiva", "Restos de Carnaval", "Cem anos de perdão", "Os desastres de Sofia", "Uma história de tanto de amor" e "O Primeiro Beijo".

Em se tratando de Clarice Lispector eu ainda sou um iniciante, mas a cada dia tenho mais vontade de devorar as sus histórias. Meu próximo passo é ler uma biografia sua, pra entender um pouco melhor dessa escritora tão misteriosa (se alguém tiver uma dica comente aqui!!!). Depois, lerei livro por livro, e descobrirei no simples, o quão complexa essa mulher é.

Provavelmente vocês ainda lerão muito sobre ela aqui no blog ...



Pra terminar, aquela visão que eu tinha de uma Clarice estranha, petulante, simplesmente sumiu. Hoje é uma das mulheres mais belas e elegantes que já vi.

Beijos,

04 fevereiro 2011

Escurinho "robusto e moderno"



A madrugada de hoje (04.02) não só pra mim, mas para grande parte dos moradores dos estados do Nordeste e algumas localidades da região Norte, foi bem complicada.

Por volta das 23:30 houve uma pane no sistema de energia elétrica, a qual só fora retomada por volta das 3 horas da manhã. Eu, por exemplo, não consegui dormir nada, já que vivo em uma cidade extremamente quente (Recife), restando-me ficar no chão da varanda do meu apartamento na esperança de que alguma corrente de ar circulasse por ali.

Mas como grande parte dos brasileiros, lá estava eu “acordado” às 05:30 (depois de 2 horas de sono) para ir trabalhar. Assim como eu, a maioria dos meus colegas de trabalho chegaram como zumbis, diante da excelente noite de sono que nos foi proporcionada pela ANEEL, Chesf, Ministério de Minas e Energia e demais autoridades que sejam responsáveis pelo sistema de energia elétrica brasileiro.

E o que me fez escrever esse post foi a declaração do Ministro de Minas e Energia, Edson Lobão, em entrevista coletiva concedida esta manhã em Brasília, afirmando que “o sistema elétrico é robusto e moderno” (...) não há no mundo nada mais moderno que o sistema [elétrico] brasileiro”.



É impressionante como as autoridades brasileiras procuram maquiar os problemas da nossa nação. A deficiência do nosso sistema de energia já é notícia desde o governo de FHC, acontecendo outros apagões (principalmente no eixo Rio-São Paulo) também no governo Lula (que teve, em determinado período, como Ministra de Minas e Energia a atual presidente Dilma Rousseff), não se tratando de um problema recente ou já contornado.

Assusta, também, o fato de uma subestação no sertão pernambucano ter causado o colapso de uma região inteira, demonstrando a dependência e fragilidade da operação de energia do nosso país.

Enfim, eu adoraria saber se o digníssimo Edson Lobão ou a Presidente Dilma dormiram com o escurinho “robusto e moderno”, já que no Brasil tudo funciona perfeitamente bem, com os melhores equipamentos do mundo e na mais absoluta tranqüilidade ...

Ouça Lúcia Hipólito, da CBN, falando sobre o assunto:




Beijos,

02 fevereiro 2011

A Rede Social



No último domingo eu assisti o filme “A Rede Social”, do diretor David Fincher, que conta a história da criação do Facebook, site que se dispõe a formar uma rede de amigos on line, cujo autor é o jovem Mark Zuckerberg, 26 anos, dono de uma fortuna avaliada em U$ 6,9 bilhões de dólares, considerado o 35º homem mais rico do mundo pela Revista Forbes, superando figuras como Steve Jobs, dono da Apple.

O filme teve 8 indicações para o Oscar de 2011, incluindo melhor filme, melhor direção, melhor ator e melhor roteiro adaptado, mas será que ele merece tudo isso???

A história é muito boa, os diálogos são consistentes, a trilha sonora é bastante envolvente. O filme é um retrato do século 21, em uma sociedade onde os valores não são sobrepostos à ganância, sendo irrelevante o zelo pela amizade, quando se está em busca de dinheiro e fama.

Mark Zuckerberg me parece ser um garoto mimado, prepotente e, até certo ponto, irresponsável. Ele monta o Facebook com a ajuda de seu amigo Eduardo Saverin (que é brasileiro), o qual forneceu um capital inicial de U$ 1.000 para a criação da empresa. Mais tarde, os dois vão ser partes em uma famosa disposta judicial, em decorrência da participação societária de Eduardo na empresa, sendo este um dos temas centrais do filme.



Depois de ver o filme eu cheguei a uma conclusão: Mark Zuckerberg é um grande filho da p... Quando assistirem, ou se já viram, tirem suas próprias conclusões e compartilhem aqui no blog.

Enfim, a Rede Social é uma história interessante, bem montada e com atuações elogiáveis. Mas não me impactou a ponto de merecer tantas indicações ao Oscar.

A minha pergunta final é: Mark Zuckerberg criou uma rede eletrônica de amigos, mas será que ele tem verdadeiros amigos???

Beijos,
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...